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NOTÍCIAS - Alzheimer, um mal silencioso - por Diogo Baldin

Ao chegar à terceira idade, a perda de memória ou confusão mental pode parecer algo natural. Porém esta avaliação esta errada e pode retardar a identificação e o tratamento de um mal que assola cada vez mais pessoas no mundo todo: a Doença de Alzheimer. De acordo com o Relatório Mundial da Doença de Alzheimer de 2009, mais de 35 milhões de pessoas em todo o mundo sofrerão de demência em 2010.

Descrita pela primeira vez em 1906 pelo psiquiatra alemão Alois Alzheimer, de quem herdou o nome, este mal é uma síndrome causada  por doença cerebral e se caracteriza por uma deterioração progressiva e global das habilidades intelectuais, incluindo a memória, aprendizado, orientação, linguagem, compreensão e o julgamento, sendo fatal. Os sintomas mais comuns são: perda gradual de memória, declínio no desempenho para tarefas cotidianas, diminuição do senso crítico, desorientação têmpora-espacial, mudança na personalidade, dificuldade no aprendizado e dificuldades na área da comunicação. Afeta principalmente pessoas mais velhas, especialmente maiores de 65 anos. Atualmente não parecem existir provas para acreditar que qualquer medida de prevenção é definitivamente bem sucedida contra o Alzheimer. No entanto, estudos indicam relações entre fatores alteráveis como dietas, risco cardiovascular, uso de produtos farmacêuticos ou atividades intelectuais e a probabilidade de seu desenvolvimento na população.

Cada pessoa é afetada de diferentes maneiras. Não existe um padrão único de evolução para todos os vitimados pela doença. Estagio  inicial: neste estagio, a pessoa pode apresentar dificuldades com linguagem, desorientação de tempo e espaço, dificuldades para tomar decisões, para lembrar fatos recentes, perda de iniciativa e motivação, sinais de depressão, perda de interesse no hobbies e outras atividades. Estagio intermediário: com o progresso da doença, os problemas se tornam mais evidentes restritivos. A pessoa tem dificuldades com as atividades do dia-a-dia, além de esquecimento de fatos recentes e nomes de pessoas; maior dificuldade em administrar a casa ou negócios; necessita assistência na higiene pessoal; maior dificuldade na comunicação verbal; apresentar problemas de vagância (andar sem parar) e alterações de humor e de comportamento como agitação, agressividade, que pode ser física e/ou verbal, delírios (acreditar que está sendo roubado, que é traído pelo cônjuge, etc.), apatia, depressão, ansiedade, desinibição (despir-se em publico, indiscrições sexuais, linguagem maliciosa, etc.). Estagio Avançado: a dependência se torna mais severa, os distúrbios de memória são mais acentuados e o aspecto físico da doença se torna mais aparente. O portador de Alzheimer pode apresentar dificuldades para alimentar-se de forma independente, não reconhecer familiares, amigos e objetos conhecidos, dificuldade em entender o que acontece ao seu redor, dificuldade de locomoção, incontinência urinaria e fecal, comportamento inadequado em publico, agressividade e agitação.

A Doença de Alzheimer não tem cura. Algumas medicações especificas podem retardar a progressão da doença; outras podem ajudar a minimizar a freqüência e a gravidade dos distúrbios de humor e comportamento. Os familiares tem um papel fundamental no diagnostico correto da doença ao perceber as mudanças de comportamento e encaminhar o paciente a geriatra, psiquiatra ou neurologista. Identificada a doença, eles assumem a importante função de cuidadores, podendo auxiliar em atividades cotidianas e no controle do tratamento. Com a terapia adequada e o apoio da família, é possível controlar os sintomas e proporcionar melhor qualidade de vida a todos. Para cuidar, é preciso vencer o preconceito.